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PROJETO SOCIAL

Projeto Piloto


PROJETO DE INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA
PARA UMA CLASSE DE "ACELERAÇÃO I"
NUMA ESCOLA MUNICIPAL EM SANTA TERESA - RJ

NOME: "Prazeres de Aprender"
PERÍODO DE EXECUÇÃO: março a dezembro de 2000 (o projeto piloto)


APRESENTAÇÃO - ORIGEM DO PROJETO

O projeto surgiu a partir de um movimento da escola CEAT (Centro Educacional Anísio Teixeira-RJ) e do Grupo Tekoa (RJ) para ampliarem a suas intervenções sociais. Uma das professoras de CA do CEAT que também é professora de uma turma de "Aceleração I" de uma Escola Municipal em Santa Teresa, entrou em contato com o Grupo Tekoa, pedindo auxílio para o seu trabalho com a turma de "Aceleração I. As turmas de "Aceleração I" eram compostas por crianças com mais de 8 anos que ainda não haviam conseguido se alfabetizar . O Grupo Tekoa é constituído por profissionais que prestam serviços na área da psicopedagogia atendendo pessoas com dificuldades de aprendizagem. Atua, além do trabalho assistencial-terapêutico, de modo preventivo junto a instituições e oferecendo atividades culturais e de formação para profissionais da área de educação e saúde. Havia três anos o Tekoa vinha oferecendo serviços a uma clientela mais carente, a custos populares. Os atendimentos vinham sendo realizados por estagiários e profissionais recém-formados sob supervisão de Maria Luiza Oliveira Castro de Leão.
De acordo com a queixa da professora acima mencionada, ponderamos que precisaríamos entrar em contato com a direção da escola para apresentar as perspectivas do nosso trabalho e propor a realização um diagnóstico institucional. Assim, proporíamos um projeto de intervenção com intuito de, em médio prazo, envolver a instituição como um todo na questão da orientação às turmas de aceleração.
Depois do estudo da situação institucional propusemos duas equipes de trabalho: Uma para intervenção na instituição junto aos alunos, professora, pais e direção. Outra equipe, numa perspectiva terapêutica, para atender, num espaço fora da escola, as crianças e as famílias encaminhadas pela escola. Nesse local seria realizado um diagnóstico psicopedagógico e, ou uma orientação familiar, e assim, quando necessário, indicado um tratamento psicopedagógico.
O trabalho da equipe institucional foi realizado junto as crianças fazendo-se uma observação em sala de aula e uma avaliação psicopedagógica individual e informal com intuito de se adquirir um conhecimento geral das características da aprendizagem e nível de conhecimento de cada criança para, além de ajudar na orientação à professora, ter subsídios para fundamentar uma orientação aos pais e realizar encaminhamentos, junto com a professora, a diferentes profissionais, considerando-se cada caso. Essa equipe realizou também, semanalmente, um encontro com a professora para troca de idéias em relação aos encaminhamentos a diferentes profissionais, bem como para estudar as melhores estratégias de atuação em sala de aula. Realizou ainda reuniões junto a comunidade de pais para um esclarecimento da intervenção psicopedagógica da equipe bem como para abrir espaço ao debate sobre temas pertinentes, realizando-se, assim, uma psicopedagogia comunitária.
A equipe terapêutica começou em junho e julho (2000) a receber, no espaço de atendimento do Grupo Tekoa, as primeiras famílias encaminhadas iniciando os diagnósticos psicopedagógicos.


Objetivos gerais do projeto:

Para o ano de 2000 foi: Desenvolver uma intervenção psicopedagógica piloto a fim de criar um modelo de apoio às classes de aceleração em escolas públicas.

Objetivos específicos para a escola municipal do projeto piloto:

Da equipe de intervenção institucional

  1. Realizar os encontros semanais com a professora para a troca de idéias sobre os conteúdos e metodologia empregados em sala de aula.
  2. Realizar, junto com a professora, os encontros com todas as famílias, individualmente, para orientar e fazer os encaminhamentos considerados necessários em cada caso.
  3. Realizar, junto com a professora, as reuniões de pais para aprofundar a participação deles no processo de aprendizagem dos filhos.
  4. Tentar uma aproximação e um maior envolvimento da direção da escola nas questões relativas à classe de Aceleração.

Da equipe de atendimento clínico:

  1. Atender as famílias e os alunos ouvindo as suas queixas e os motivos da consulta.
  2. Realizar as orientações familiares e os diagnósticos psicopedagógicos considerados necessários.
  3. Realizar os tratamentos psicopedagógicos quando indicados e fazer encaminhamentos a outros profissionais quando se considerar necessário.
  4. Dar subsídios para à equipe institucional e a professora no sentido de lhes auxiliar em em suas intervenções com as crianças, com os pais e com a escola.

Da coordenação do projeto:

  1. Oferecer supervisão psicopedagógica quinzenal às duas equipes para orientação, fundamentação e avaliação das intervenções realizadas, tanto escolares quanto terapêuticas.
  2. Participar de encontros de avaliação, na escola, junto à direção e à professora.


Clientela atendida pelo projeto (piloto -2000) :

Alunos: 27 crianças, 14 meninos e 13 meninas, de 8 à 12 anos de uma turma de Aceleração I que apresentavam, entre outras, dificuldades de se alfabetizar; professora da turma; direção da escola e pais, responsáveis e família em geral dos alunos.

Justificativa da intervenção psicopedagógica das equipes do Tekoa:

As causas da não-aprendizagem, em geral, e da não alfabetização, em particular, são complexas pois apresentam diversas etiologias que se articulam, tais como causas macro-sociais (políticas educacionais ), micro-sociais (escola, comunidade e família) e pessoais ( organismo, corpo, desejo e inteligência) e as escolas de maneira geral não se encontram "aparelhadas" para identificar com eficiência essas causas.
Nosso objetivo é de prestar auxílio à professora, à escola, aos pais e aos alunos ajudando-os a fazer "uma leitura" dessas instâncias envolvidas no processo de (não) aprendizagem. Nossa postura não é a de substituir a ação escolar ou a dos pais, como quem tem o poder de "resolver" os problemas de aprendizagem dos alunos (vezes encobrindo os problemas de aprendizagem da família ou da professora ou da escola...). Não devemos servir de "tapa-buracos" das dificuldades escolares, em termos de estrutura e funcionamento, muitas vezes decorrentes das políticas educacionais. Sabemos porém, que há um percentual, mesmo que pequeno ( 1% da população escolar) de casos considerados "sintomáticos" que realmente a escola, de qualquer tipo, não dispõe de meios para atuar e "tratar" (e nem "tratar" faz parte de sua função). A maioria desses casos encontra-se nessas turmas especiais. Daí a proposta de aturamos nas duas frentes: institucional escolar e clínico-terapêutica.

Metodologia de Trabalho:

Consideramos importante para a eficácia da nossa intervenção a nossa atuação em equipe, no que isso se refere à uma postura de reflexão e ação. Daí todos os integrantes do projeto participarem quinzenalmente de uma supervisão psicopedagógica de duas horas, com o objetivo de aprofundamento teórico, trabalho sobre si (desejos , ansiedades..) e avaliação das intervenções. Nessas sessões o conteúdo (objetivo e subjetivo) é trazido pelo grupo.
Mensalmente realizamos uma reunião mais geral, de duas horas onde se discute, de uma maneira mais abrangente, questões relacionadas à ampliação social das intervenções do Grupo Tekoa. Como dinâmica de trabalho utilizamos a técnica de grupo operativo sob coordenação mutante, isto é, cada período, mais ou menos de um semestre, um elemento do grupo desempenha o papel de coordenador do grupo.
Nossa postura de intervenção se baseia, teoricamente, nos princípios da epistemologia genética de Jean Piaget, da psicanálise e da psicologia social de Pichon Rivière.

Avaliação / indicadores de resultado:

A avaliação é realizada constantemente nas supervisões quinzenais, nos encontros do grupo Tekoa e reuniões extras das equipes; como também em reuniões de avaliação com a direção da escola e professora; nos encontros semanais com a professora; nas reuniões de pais. Procuramos nessas ocasiões discutir o desempenho dos alunos, da professora, da direção, dos pais e a relação desse desempenho com nossa intervenção, avaliando também nosso próprio desempenho.


Avaliação da intervenção do grupo Tekoa em 2000 - projeto piloto

Ao ser realizada, em dezembro de 2000, uma avaliação da intervenção do grupo Tekoa em sua atuação institucional e terapêutica na turma de aceleração I, junto a direção e professora da escola, chegou-se a conclusão que houve uma mudança significativa na aprendizagem daquele grupo que possuía várias crianças estagnadas em sua aprendizagem. A maioria foi promovida para turmas regulares e o trabalho da professora foi elogiado pelos seus superiores.
Achamos que para tal resultado foi decisiva:

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Aconteceu dias 16/04/11
V Sarau de produções poéticas



Aconteceu dias 13 e 14/05/11
Abertura e Jornada 1 dos eventos comemorativos dos 15 anos do Tekoa.



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Roda de narrativa com Sr. Carlinhos.



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Conhecimentos abordados: ervas medicinais, medicina alternativa e curandeirismo.



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Roda de Conversa V: Casa de Dona Marina.



Aconteceu dia 23/10/10
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