O Que é o Tekoa?|Atividades|Pesquisas|Material Especializado|Publicações|Projetos Sociais  
       
         

Colocamos em discussão:

Período: 05/2004 - 12/2004
O lugar da psicopedagogia do conhecimento

O lugar da psicopedagogia em mim.

Depoimentos Maria Luiza Leão e Anne Marie Bouyer
Período: 05/2003 - 10/2003
A Psicopedagogia na Escola:
estabelecendo relações.

Período: 12/2002 - 03/2003
O que caracteriza o atendimento psicopedagógico de adultos?
Como divulgar socialmente esse atendimento?
BATE-PAPO ONLINE
 
Atendimento psicopedagógico de adultos.

Colocamos em discussão:
O que caracteriza o atendimento psicopedagógico de adultos?
Como divulgar socialmente esse atendimento?

Este tema esteve em discussão no período de: 01/12/2002 até 01/03/2003


Comentário do Tekoa: Temos notado em nossos consultórios uma intervenção discreta, porém crescente na clientela de adultos. Inicialmente percebemos uma procura de um grupo de pessoas ligadas à educação (especialmente professores) e à psicopedagogia. Esses clientes pedem ajuda para a sua atuação em sala de aula ou na clínica ou ainda pedem auxílio para a elaboração de sua monografia ou tese. O pedido muitas vezes vai além de uma supervisão mais focal e objetiva: solicita-se um atendimento psicopedagógico. Para formandos e profissionais na área de psicopedagogia esse atendimento se reveste freqüentemente numa psicopedagogia didática.
Há também os adultos que nos procuram para o redimensionamento de sua vida profissional.
Nos últimos anos, com o crescente atendimento às famílias (orientação psicopedagógica familiar) têm surgido os desejos de pais que gostariam de ter seu próprio atendimento psicopedagógico ao perceberem os processos de aprendizagem dos filhos.

Rachel Vasconcelos Gabriel Ribeiro para o TEKOA
Olá,
Gostaria de participar deste "bate-papo", pois o assunto muito me interessa. Sou pedagoga e pós-graduada em psicopedagogia. Atuo na área institucional e clínica e em atendimentos na clínica, tenho recebido uma quantidade significativa de adultos procurando avaliação e intervenção psicopedagógica. A queixa é na maioria das vezes: dificuldade em prestar atenção nas atividades diárias, distração, agitação, impulsividade, dificuldade em escrever textos coerentes ou de interpretar o que lê, insegurança... entre outras questões. Acredito que nesta área (trabalho psicopedagógico com adultos) especificamente, merece estudos e discussões, pois além de serem adultos com queixas cognitivas, geralmente ultrapassam estes problemas e atingem a segurança e auto-estima entre outros fatores, e fico a pensar no quanto a psicopedagogia desenvolvendo um trabalho sério, tem a ajudar e a trabalhar, mesmo que em fase adulta, ainda podendo prevenir muitos outros problemas descobrindo as origens.
Aguardo respostas!!!
Obrigada,
Rachel Vasconcelos Gabriel Ribeiro

Maria Luiza Leão (TEKOA) para Raquel Vasconcelos
Querida Rachel,
Esse é realmente um assunto que precisa e merece discussão, reflexão e pesquisa. A demanda de trabalho com adultos em nossa clínica tem sido basicamnete de três tipos: a) procura para um trabalho focal de reorientação profissional. Normalmente nesses casos costumo propor um trabalho com a linha do tempo onde pesquisamos a trajetória de aprendizagem do cliente, suas opções e escolhas, seus desejos, suas dificuldades e limitações etc. O trabalho ocorre de maneira orgânica, através de um movimento do cliente. A sugestão de elaboração da linha pode ou não ser aceita por ele. b) profissionais ( professores, pedagogos, psicopedagogos, psicólogos escolares...) que pedem uma supervisão, que em geral é revestida de um caráter de psicopedagogia didática: a tarefa é trazida pelo cliente e é trabalhada de forma psicopedagógica, isto é, observamos a objetividade articulada à subjetividade na demanda e na tarefa estabelecida pelo cliente. c) adultos que pedem um tratamento psicopedagógico. Na nossa prática, a maioria desses adultos vem da área de educação e da especialidade de psicopedagogia e pede um atendimento baseado em uma queixa específica. Ainda tem sido escassa a busca de um trabalho clínico por parte de adultos fora dessas áreas. Imagino vários motivos para essa "não -procura"; dentre eles, a falta de informação sobre a atuação da psicopedagogia, que quando conhecida é bastante associada á criança com problemas na escola. Outro motivo é que as dificuldades no adulto ( quando não muito evidentes) são mais adaptadas, compensadas e geralmente mantem-se "escondidas". A dificuldade, que dificilmente fica evidenciada, aparece diante de uma demanda profissional que a deixa a mostra. Geralmente o adulto foge das tarefas que exijam um "trabalho de elaboração" de suas dificuldades. O profissional diretamente envolvido com processos de aprendizagem e de sua terapia, tem mais possibilidades de questionar-se e realizar um movimento na direção de um trabalho clínico para si.
Um abraço
Maria Luiza Oliveira Castro de Leão