O Que é o Tekoa?|Atividades|Pesquisas|Material Especializado|Publicações| Projetos Sociais
 
       
         
 

Direção:
Maria Luiza Oliveira Castro de Leão
(psicopedagogia)
mluizaleao@tekoa-aprendizagem.com.br


Equipe técnica:
Anne Marie Bouyer
   (psicologia e psicopedagogia)
   
bouyermarie@hotmail.com

Jane Bravo Gorne
   (psicopedagogia)
   jane.bravo@ig.com.br

Lucia Izabel Mello Soares
   (fonoaudiologia e psicopedagogia)
   tekoa@gbl.com.br
   
Sandra Elizabeth Mendes Rocha
   (psicopedagogia)
   pspc@novanet.com.br

Leila Maria dos Santos Prado
   (assistência de direção e
   coordenação da formação)
   leila@
tekoa-aprendizagem.com.br

Sonia Maria Gouvêa Leite
   (psicopedagogia.)
   soniadeca@ig.com.br


Secretária:

• Ana Lúcia Carvalho Nogueira 
   tekoa@gbl.com.br

• Fabiana Neves Porto
  (assistência de direção) 
   fabiana@tekoa-aprendizagem.com.br



Para entrar em contato com o TEKOA, você pode nos enviar um e-mail, clicando no Fale Conosco, ou ligar para (21) 2286-2572 e falar com a Ana

 
 
O QUE É O TEKOA?
 

O Tekoa, Centro de Estudos da Aprendizagem, caracteriza-se por ser um espaço dedicado à investigação, reflexão e discussão sobre o fenômeno da aprendizagem humana em toda a sua amplitude de significados.

Atende a indivíduos, grupos e instituições numa postura interacionista, dialética e construtivista de aprendizagem, questionando a existência do "ser que aprende" e os processos e produtos de sua aprendizagem.

Tende a abordar o processo de construção dos conhecimentos nas dimensões cultural, social e pessoal, privilegiando, na teoria e na prática, as articulações possíveis. Oferece atividades e serviços relacionados a psicopedagogia preventiva e terapêutica. Dedica-se de forma especial à formação e reciclagem de profissionais, bem como à pesquisa.

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ACONTECEU NO TEKOA:



CHÁ DE DEBATES DO TEKOA "APRENDENDO COM SEUS PARES"
Exposição, Entrevista e Debate
Com lanche de confraternização para alunos, ex-alunos, equipe efetiva, equipe de apoio e demais participantes.
1º de outubro (4ª feira)
"O tratamento psicopedagógico - uma caixa preta?"
A arte da intervenção, postura e recursos (o cliente, a família e a escola)
Maria Luiza Leão (Psicopedagoga, Doutora em Ciências da Educação, Professora dos Módulos de Psicopedagogia e Diretora do Tekoa) e Equipe do Tekoa.

Palavras enviadas por Sara Pain para o evento:
"Queridos bebedores de cha, una saludo afectuoso ..."

Leia na íntegra...

Veja as Fotos...

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Aconteceu nos dias 04 e 05 de abril de 2008 na PUC-Rio, O 2º SIMPÓSIO DO RIO DE JANEIRO E 1º ENCONTRO INTERNACIONAL DE INVESTIGAÇÃO NO CAMPO DA PSICOPEDAGOGIA, com a participação especial de Sara Pain.

Programa do Simpósio

Maria Luiza Leão abre o 2º Simpósio lembrando das palavras de Leandro Konder, proferidas no 1º simpósio de 2000, referentes ao pensamento medieval- renascentista de Pico de la Mirandola que aponta a consagração, proposta pela Teologia., do anjo como uma figura divina e, assim, como uma figura perfeita que apresenta uma inequívoca superioridade em relação aos seres humanos. Porém, Konder diz que de la Mirandola habilmente nos traz a dimensão histórica dizendo que nós, humanos, podemos nos aperfeiçoar sempre; coisa que anjo não pode. Sendo ele perfeito, não pode se aperfeiçoar, não pode viver essa experiência humana maravilhosa que nos coloca numa posição, de certo modo, de superioridade em relação aos anjos.

Maria Luiza concluindo que é o espírito de auto-crítica e a consciência de nossa eterna imperfeição que nos mune de teimosia para uma constante investigação na busca de aperfeiçoamento, vê a todos os presentes, naquele tipo de encontro científico, como humanos tentando cumprir o seu destino. Leia na íntegra

Logo depois de Sara Pain chamar atenção para os cuidados necessários para se fazer a articulação de duas teorias, Maria Luiza Leão apresentou e fundamentou um desenho teórico como um campo específico para a psicopedagogia, denominado Noologia e propõe uma Noologia Estruturalista. Segue um trecho:

"Assim notamos que chegou o tempo de pensarmos no campo de conhecimento relativo aos fenômenos de aprendizagem, considerando-se seu sujeito, seus processos e seus produtos, não apenas com o objetivo de instrumentação de uma prática, mas como um campo teórico em si, como um campo epistemológico. A essa área de estudo nomeamos de Noologia e propomos uma noologia estruturalista (...)

A Noologia que venho elaborando constitui-se no estudo do pensamento como um sistema (levando-se em consideração sua totalidade, suas leis de composição, de transformação e de auto-regulação), composto pela confederação de dois subsistemas, o sistema lógico-cenceitual (a estrutura cognitiva do Piaget) e o sistema desiderativo (proposto pela psicanálise). Cada sub-sistema citado possui seus procedimentos e objetos próprios. O cerne da investigação dessa Noologia consiste no estudo da articulação inter-estrutural possível entre esses dois sistemas propostos pelas psicologias do século XX que consideramos as mais ricas no que diz respeito ao estudo do sujeito e seu pensamento" Leia na íntegra.

Como contribuição DE OUTROS CAMPOS DE CONHECIMENTO para a investigação dos fenômenos da aprendizagem foram apresentadas valiosas colocações de Benilton Bezerra, na área da neurociência, e Rossano Cabral Lima, na psiquiatria. Ambos os discursos produzidos foram relevantes sobretudo para desmistificar uma série de representações inadequadas que temos de sobre como essas disciplinas podem ajudar efetivamente a pedagogia e a psicopedagogia e assim, parece ter ficado mais claro os limites de suas contribuições, que aparecem de modo mais significativo, nesses contextos, nos casos mais mórbidos.

Tomás Prado, trazendo contribuições da filosofia contemporânea aborda, em sua palestra, o problema da aprendizagem associado a uma reflexão sobre a linguagem.

Tece seu discurso fazendo referências a Nietzsche, Wittgenstein, Santo Agostinho, Foucault e Heidegger.

Prado lembra que a palavra aprendizagem é derivada do verbo aprender, que possui a mesma raiz latina de apreender. Apreender diz: aproximar-se para tomar posse de algo, ou ainda, apropriar-se; e então cita Heidegger: “Não se deve ver a linguagem como um produto morto, mas como produção” . É preciso, portanto, que aprender, apreender, compreender, depreender, surpreender, possam tornar-se, ainda, produção.

Diz esperar que suas referências à Filosofia tenham provocado a idéia de que a linguagem, para sempre tão misteriosa, tem muito a oferecer ao desafio da aprendizagem. Nenhuma de suas concepções encerra a sua grandiosidade, mas todas elas lembram a força desse vínculo.

Lembrando o poeta Hölderlin: A linguagem é um grande excesso. O melhor, porém, permanece para si e descansa em suas profundezas como a pérola no fundo do mar.

Tomás encerra declarando que, embora não conhecendo uma definição suficiente de aprendizagem, parece-lhe fundamental que ela não seja um empecilho contra o mergulho de cada um em busca dessa pérola. Ao contrário, precisa ser fôlego, impulso e entusiasmo.

Os centros e instituições de psicopedagogia: Ceperj, Pró-saber, NOAP, e TEKOA participaram da mesa: “PERSPECTIVAS DE PESQUISA PARA A PSICOPEDAGOGIA: O ESTUDO DA PSICOPEDAGOGIA COMUNITÁRIA, UM CAMPO EM DESENVOLVIMENTO”

Algumas colocações de Maria Luiza Leão representando o TEKOA:

"Vamos primeiramente abordar o ato de pesquisar, para entrarmos, em seguida, na questão do ato de pesquisar em psicopedagogia, depois, mais particularmente, analisar o ato de pesquisar em psicopedagogia comunitária e, enfim, o que estamos fazendo nesse sentido no TEKOA, que é uma escola de psicopedagogia.(...)

A procura de um problema, de um objeto de pesquisa, já nos impõe uma atitude de investigação de cunho científico. Circunscrever bem um problema, achar um bom objeto de pesquisa (sabem bem disso os mestrandos e doutorandos) é o caminho para uma pesquisa consistente e, pesquisas consistentes são as que podem fundamentar campos de conhecimento que, por sua vez alimentam intervenções que, por sua vez, produzem fenômenos que podem alimentar pesquisas... Intervenções e teorias para continuarem consistentes precisam alimentar-se mutuamente, propiciando complementaridades e rupturas, correções, abandonos... que podem levar a avanços.(...)

No TEKOA temos alguns projetos no campo da Psicopedagogia Comunitária, uns de caráter mais prático como o projeto social do núcleo de atendimento outros de pesquisa propriamente dita, integrantes do Núcleo de Pesquisa do centro, como o projeto ” Circulando Memória” que está em sua fase piloto. Há também o "Ensinagem Comunitária" e o "Pense Nisso" (vide em nosso site www.tekoa-aprendizagem.com.br ).

O que todos os projetos têm em comum? S ão projetos que levam em conta a dimensão da coletividade sendo abordada em sua especificidade.(...)

Num esforço de levantar questões, fenômenos, hipóteses advindas da nossa reflexão permanente realizada pela nossa equipe, vamos apresentar algumas questões como perspectiva de pesquisa relativas ao nosso projeto social "Prazeres de Aprender" (...)

Observamos, na prática dos atendimentos e supervisões, (...) que nas questões estruturais e de funcionamento as condutas clinicas se mostram muitíssimo semelhantes ( em nossas clientelas, a mais favorecida e a menos favorecida socialmente) (...) Com relação a certas operações dramáticas notamos que as defesas e resistências ao tratamento enquanto tais são absolutamente semelhantes, o que pode variar eventualmente é o conteúdo veiculado nessas operações que podem ser específicos de cada grupo, socialmente (...)

Um fenômeno que têm nos chamado a atenção, em termos agora de diferenciação, ainda num nível da observação, num patamar de pré-saber, é o fato de que notamos uma melhora muito rápida no sentido das transformações das condutas de crianças e famílias do projeto social (...) Aí levantamos a questão que pode ser aprimorada para vir a ser uma hipótese e talvez um problema de pesquisa... Será que o cenário, esse sim muito diferenciado, do enquadramento clínico que é apresentado a essas crianças, adolescentes e famílias da rede pública e também da escola (porque vamos à escola e as vezes outra equipe chega mesmo a intervir na instituição) estaria influenciando nesse fenômeno clínico? Esclareço: as crianças do projeto social (muitas advindas da Rocinha) são atendidas sob a mesma postura clínica com relação às outras crianças e com um enquadramento bastante semelhante. Recebemos desde a queixa telefônica do mesmo modo, a sala de espera é comum, as famílias das diferentes comunidades se conversam na mesma sala de atendimento (a diferença é o preço que é relativo ao poder aquisitivo dos clientes e a freqüência que, em gera, é de apenas uma vez por semana nesse grupo. Assim mesmo, com uma freqüência com tendência a ser mais reduzida, notamos nessa experiência de 9 anos, que os resultados aparecem muito rapidamente quando a família e o cliente vinculam-se ao tratamento e, em especial, quando há um novo olhar e apoio da escola. Então, como perspectiva de pesquisa comunitária poderíamos propor a correlação entre um atendimento clínico com um determinado cenário, com um determinado enquadramento, que se diferencia da maioria dos atendimentos públicos destinados a população de baixa renda. Até que ponto a criança e a família sentindo que são tratadas do mesmo modo das famílias mais privilegiadas sentem-se prestigiadas? Isso poderia influenciar nos resultados terapêuticos? Como realizar um estudo comparativo com outros tipos de atendimento a essas populações? Basta se fazer algumas perguntas para os clientes e as famílias atendidos por diferentes tipos de instituições privadas e públicas para se ter a opinião deles? Isso auxiliaria? Teríamos que fazer um estudo comparativo de controle? Como? Isso seria possível? Essa pesquisa seria útil para melhorar nossa visão teórico-prática e melhorar nossa intervenção e estudos teóricos? porque? Qual a ideologia que há por traz da pesquisa visada?

Assim, numa perspectiva de pesquisa, tem-se que levantar, recortar bem claramente o problema, saber por que o fazemos, para então fazer as adaptações metodológicas possíveis de coleta de dados (estudos de caso? Questionários? Pesquisa de controle de variáveis... para depois pensarmos no tratamento dos dados, na análise dos conteúdos levantados, para ver se conseguimos obter conclusões consistentes).

Agora vou abordar um projeto de pesquisa do nosso núcleo de pesquisa propriamente dito:

O projeto “Circulando Memória" destina-se a uma comunidade mais rural e se constitui num projeto de pesquisa mais encorpado que já tem seus objetivos, objeto de pesquisa e justificativa definidos. Encontra-se na fase piloto de coletas de dados para que possamos afinar, a partir do conteúdo colhido, (...) nosso método de coleta de dados. A idéia é de se desenvolver, inspirados na técnica de grupos operativos proposta por Pichon-Rivière, uma técnica de intervenção psicopedagógica comunitária com o intuito de registrar os saberes de uma comunidade, nem que seja a título de resgate e/ou registro histórico, para fazer circular os saberes intra-comunitariamente, inter-institucionalmente, inter-geracionalmente. Na experiência-piloto fizemos uma entrevista com uma senhora de 83 anos reconhecida pela comunidade de Valença, no Estado do Rio, como conhecedora de ervas medicinais (plantio, colheita, preparo e administração dos produtos), conhecimento bastante complexo.

A entrevista foi realizada por mim com o apoio de um, por nós batizado, agente polinizador (que é alguém da comunidade, de uma geração mais nova) que gravou, transcreveu e sintetizou a entrevista, funcionando como observador e participante do processo. Já aí acontecendo troca de saberes ... agora devemos filmar e o agente polinizador deverá também filmar a entrevista (seria como ver de fora sendo de dentro).

Essa pesquisa está em seu início (...) e, a partir dos dados colhidos nessa primeira etapa pretendemos entrevistar outras fontes de saber tradicional da região especialmente aqueles saberes transmitidos oralmente que estão mais ameaçados de se extinguirem... a idéia é podermos confrontá-los com os saberes e modalidades de transmissão e de aprendizagem de outras instituições de conhecimento daquela comunidades tais como: Embrapa / faculdades / postos de saúde / vendedores de produtos agrícolas / fazendeiros... sendo o ponto de partida os saberes dessas fontes mais tradicionais e populares...

O Tekoa está se aventurando nessa pesquisa mais comunitária, lembrando da importância desse campo para o desenvolvimento e valorização da nossa cultura de um modo geral.

(...) Não se nasce com a inscrição genética que garanta o sobreviver, e é a cultura que substitui a função de instinto -perdido- no homem enquanto inscrição de conteúdo, de condutas de sobrevivência... a função básica da aprendizagem é permitir a sobrevivência de grupos humanos, numa cultura, numa comunidade, numa sociedade e reproduzir essa cultura através da transmissão externa. Daí pensamos na importância do reconhecimento da circulação dos conhecimentos intra e inter-comunitariamente, respeitando-se as diferenças de cada grupo e a importância de se desenvolver estudos e técnicas de intervenção comunitária uma vez que observamos uma tendência mundial de interesse pelas especificidades culturais (culturas indígenas, culturas populares, resgate de rituais e línguas...etc) parece que em momentos de impasse, de crise, procuramos voltar para o conhecido, para as tradições em busca de saídas, soluções... vamos em busca de novas-velhas possibilidades...

O nosso projeto está escrito e pronto (...) Leia na íntegra

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ENTEVISTANDO SARA PAIN - 8 de abril de 2008

ENTEVISTANDO SARA PAIN foi um evento ocorrido em abril de 2008 no Tekoa. Na ocasião, a equipe da instituição e o público tiveram a preciosa oportunidade de perguntar detalhes da vida e da obra dessa grande autora, "madrinha" do Tekoa, bem como celebrar com ela o nosso encontro.

Foi distribuído o texto "Pedagogia do Amor", escrito por Pain em 2007 para II Fórum Social pelas aprendizagens no Rio Grande do Sul. Eis um trecho:

"Não se pode ensinar verdadeiramente a matemática ou ler e escrever, sem sentir profundamente a grandeza sublime do pensamento inteligente, capaz de ter elaborado tais maravilhas. Ensinar a contar e a escrever é muito bom, mas transmitir ao mesmo tempo o valor humano destas conquistas que necessitaram milhões de anos de evolução para se concretizar, é formar um sujeito que não sendo ele mesmo um gigante,está sentado nas costas de um gigante e vê cada vez mais longe..."
Leia na íntegra

  

 

 
 
 
 

Novo Espaço do TEKOA
9/5/2003